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Alta do dólar pressiona preços de veículos importados; reajuste médio chega a 8%

Com câmbio acima de R$ 5,80, montadoras com maior dependência de peças e modelos importados já comunicaram novos preços para o segundo trimestre.

O dólar sustentado acima de R$ 5,80 está pesando na conta das montadoras que dependem de modelos ou componentes importados. Ao menos seis fabricantes já comunicaram reajustes de tabela para o segundo trimestre de 2025, com aumentos médios de 7,5% a 8,5% sobre os preços vigentes.

Quem sente mais o câmbio?

As marcas com maior exposição cambial são as que vendem modelos produzidos fora do Brasil. BMW, Mercedes-Benz, Audi e Volvo lideram o grupo, com quase toda a linha importada da Europa ou Ásia. Kia e Hyundai também sofrem com a variação, embora produzam o HB20 e o Creta localmente para o segmento de maior volume.

Mesmo montadoras com produção nacional, como Stellantis e Renault, sentem o impacto em peças e componentes eletrônicos cotados em dólar ou euro no mercado global.

O impacto nas concessionárias

Nas concessionárias, o efeito imediato é uma corrida de clientes para fechar pedidos antes do reajuste. "Nos últimos dez dias, as consultas de financiamento subiram 30%. As pessoas querem travar o preço", relatou o gerente de uma concessionária premium em São Paulo.

Como proteger o bolso?

Para quem está planejando a compra de um importado, os especialistas recomendam:

  • Fechar o pedido e o financiamento antes da entrada em vigor da nova tabela
  • Verificar se a concessionária aceita travar o preço com sinal
  • Comparar com modelos fabricados no Brasil que atendam às mesmas necessidades
  • Considerar seminovos recentes com câmbio já absorvido pelo primeiro dono
Categoria: mercado