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Carro por assinatura: vale mais a pena do que comprar ou financiar?

A modalidade cresce no Brasil, mas tem custos e limitações que nem sempre são transparentes. Entenda quando faz sentido e quando não faz.

O carro por assinatura (também chamado de car subscription) chegou ao Brasil com proposta de simplificar a vida de quem precisa de um veículo sem se preocupar com IPVA, seguro, revisão e outros custos. Parece conveniente — e é. Mas a conveniência tem preço, e esse preço nem sempre está explícito na propaganda.

O que está incluído no carro por assinatura

Dependendo do plano e da empresa (Localiza Meoo, Unidas, Kovi, Volvo Cars), uma assinatura pode incluir:

  • IPVA e licenciamento
  • Seguro completo
  • Revisões programadas
  • Assistência 24h
  • Manutenção corretiva (com limite de franquia)

O que geralmente NÃO está incluído

  • Combustível
  • Multas de trânsito
  • Km excedente acima do contratado (penalidade costuma ser R$ 0,80 a R$ 1,20/km)
  • Danos por descuido ou vandalismo (franquia do segurado)

Comparativo financeiro simplificado

Uma assinatura de Hyundai HB20 2024 custa em média R$ 2.200/mês com 1.500 km incluídos. O TCO (custo total de propriedade) do mesmo carro comprado com financiamento é de R$ 3.500 a R$ 3.800/mês (incluindo depreciação). No curto prazo, a assinatura é mais barata. Mas ao final de 36 meses de assinatura, você não tem nada — enquanto quem financiou tem um ativo de R$ 45.000 a R$ 55.000.

Quando a assinatura faz sentido?

Para quem tem necessidade temporária (1 a 2 anos), para quem quer testar um modelo antes de comprar, para empresas que precisam de frota gerenciada sem burocracia, e para quem não tem entrada para financiamento. Para uso de longo prazo com desejo de propriedade, comprar é mais vantajoso financeiramente.

Categoria: financas