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Depreciação: quais carros perdem menos valor e por que isso importa

Alguns modelos perdem 40% do valor em três anos. Outros mantêm 70% ou mais. Entenda os fatores que determinam a depreciação e escolha melhor.

A depreciação é o custo mais subestimado na propriedade de um veículo. Enquanto todo mundo compara consumo de combustível e custo de manutenção, poucos calculam quanto o carro vai "perder" em valor ao longo dos anos. Esse número costuma ser muito maior do que o custo de combustível — e ignorá-lo pode custar dezenas de milhares de reais.

Como a depreciação funciona

Um carro zero-km perde em média 15% a 25% do valor no primeiro ano apenas por sair da concessionária. Nos anos seguintes, a perda se desacelera — mas a desvalorização acumulada em cinco anos costuma ficar entre 40% e 55% do preço original. Isso significa que um carro comprado por R$ 100.000 pode valer entre R$ 45.000 e R$ 60.000 cinco anos depois.

Os modelos que depreciam menos

Segundo dados históricos da Tabela FIPE, os modelos com menor desvalorização no mercado brasileiro são:

  • Toyota Hilux: deprecia em média 18% em três anos — o mais baixo entre todos os modelos
  • Toyota Land Cruiser Prado: depreciação mínima, com alta demanda e produção limitada
  • Volkswagen Amarok V6: mantém valor bem acima da média das picapes
  • Jeep Wrangler: deprecia pouco devido à demanda constante de entusiastas

Por que esses modelos depreciam menos?

Quatro fatores influenciam: alta demanda com oferta limitada, reputação de durabilidade comprovada, baixo custo de manutenção relativo ao valor do veículo, e apelo específico (off-road, trabalho, status) que mantém uma base de compradores fiel.

O cálculo que você deveria fazer

Antes de comprar, pesquise o preço do seu modelo escolhido com 3 e 5 anos de fabricação. Se o modelo de R$ 100.000 está custando R$ 55.000 com 3 anos, sua depreciação em 3 anos seria de R$ 45.000 — o equivalente a R$ 1.250/mês só em desvalorização.

Categoria: financas