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FIPE x KBB: qual tabela usar e por que os valores são diferentes

A Kelley Blue Book chegou ao Brasil e trouxe uma metodologia diferente da FIPE. Entenda as diferenças e saiba qual usar em cada situação.

Por décadas, a Tabela FIPE reinou sozinha como referência de preços de veículos usados no Brasil. Com a chegada da Kelley Blue Book (KBB) ao mercado nacional, o consumidor brasileiro tem agora duas fontes de referência — com metodologias diferentes e, consequentemente, valores que frequentemente divergem.

Metodologia da FIPE

A FIPE coleta preços de anúncios de classificados e calcular médias nacionais por modelo, ano e combustível. O resultado é um preço médio de oferta — o que os vendedores estão pedindo, não necessariamente o que os compradores estão pagando. A atualização é mensal.

Metodologia da KBB

A Kelley Blue Book foi fundada nos EUA em 1926 e chegou ao Brasil em 2015. Sua metodologia combina preços de anúncios com dados de transações reais fechadas, histórico de leilões e fatores como condição do veículo (excelente, bom, regular, ruim). O resultado é um preço mais próximo do que realmente se paga nas transações.

Quando cada uma é mais útil

  • Use a FIPE: para calcular o IPVA, como referência em financiamentos, para comparações gerais de mercado e quando o banco exige
  • Use a KBB: para negociar o preço de compra ou venda, considerando a condição real do veículo, quando quiser o valor de transação em vez de anúncio

Valores tipicamente diferentes

Para modelos muito populares (Onix, HB20, Polo Track), a KBB tende a ser 3% a 8% abaixo da FIPE — pois captura que o mercado negocia abaixo do preço anunciado. Para modelos raros ou muito procurados (Hilux, Wrangler), a KBB pode estar acima da FIPE.

Categoria: financas