O mercado brasileiro de motos elétricas ainda é pequeno, mas está crescendo. Em 2024, foram emplacadas cerca de 38.000 motos elétricas — número que representa 3,5% das motos totais, mas que dobrou em relação a 2023. Desde scooters urbanos baratos até motocicletas de alto desempenho, o portfólio disponível no país já tem opções para diferentes perfis.
Scooters elétricas de entrada (R$ 7.000 a R$ 15.000)
Marcas como Kaabo, Voltz e importadores de motos chinesas oferecem scooters elétricas nessa faixa, com autonomia de 60 a 100 km por carga. São adequadas para uso exclusivamente urbano e trajetos curtos. A maioria carrega em tomada doméstica 220V em 4 a 6 horas.
Segmento de entrada-médio (R$ 15.000 a R$ 30.000)
A Honda EM1 e: e a Voltz EVS Sport dominam essa faixa, com autonomia de 40 a 55 km e bateria removível — característica que permite carregar em casa sem precisar de tomada na garagem. Adequadas para quem percorre até 40 km por dia em contexto urbano.
Motos elétricas premium (R$ 50.000 a R$ 90.000)
A Zero SR/F (americana) e a Energica Experia (italiana) representam o topo do segmento no Brasil, com autonomia real acima de 150 km, carregamento rápido DC e desempenho equivalente ao de esportivas 600 cc. A Zero SR/F, com 110 cv e 190 Nm de torque, acelera de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos.
O principal desafio: autonomia e carregamento
A maioria dos motociclistas usa a moto para trajetos curtos — o que favorece a elétrica. O problema é o carregamento fora de casa: a infraestrutura de carregamento para motos ainda é muito menos desenvolvida que para carros.