O seguro de moto é proporcionalmente mais caro que o de automóvel, e por boas razões: estatísticas de acidente por km percorrido são muito maiores em duas do que em quatro rodas, e motos são mais visadas por furto em muitas cidades. Mas mesmo nesse cenário de risco elevado, existem formas de pagar um prêmio mais justo.
O que determina o preço do seguro de moto
- Modelo e cilindrada: motos esportivas de alta cilindrada têm prêmios altíssimos — algumas chegam a R$ 8.000 a R$ 12.000 ao ano
- CEP de pernoite: fundamental, assim como no carro
- Perfil do condutor: homens jovens pagam muito mais
- Experiência comprovada: tempo de CNH A e histórico de anos sem acidentes ajudam a reduzir o prêmio
- Uso da moto: uso profissional (delivery) é mais caro que uso pessoal
Estratégias para reduzir o prêmio
- Rastreador GPS: redução de 20% a 35% em seguradoras que aceitam essa compensação
- Garagem coberta: moto em garagem fechada tem menor probabilidade de furto — comunique à seguradora
- Cobertura somente para roubo: para motos mais antigas com baixo valor, seguro apenas de furto/roubo é muito mais barato que o seguro compreensivo
- Aumentar a franquia: franquia mais alta reduz o prêmio em 12% a 20%
O seguro que motoboys precisam
Quem usa a moto para trabalho em aplicativo precisa de seguro comercial — apólice pessoal não cobre acidentes em uso remunerado. Seguradoras como Porto Seguro e Mapfre têm produtos específicos para motofretistas, com prêmio 40% a 60% maior que o pessoal, mas com a cobertura adequada.